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Não é surpresa existir uma grande diferença entre China e EUA no combate à Covid-19!
2020/05/07
 

 (Li Yang, Cônsul-Geral da China no Rio de Janeiro)

 

Face à pandemia da Covid-19, a China submeteu-se a uma verdadeira prova sem ter um livro de referência e nem respostas para procurar, enquanto os Estados Unidos da América fazem a prova com um livro de referência disponível com respostas existentes oferecidas pela China. Como resultado, apesar de ter tido uma dificuldade maior, a China obteve uma nota excelente, enquanto os EUA não passaram no exame! A razão pela qual o contraste foi tão grande não é porque a China "colou no exame", como argumentam algumas pessoas com intenções insidiosas, mas, sim, a falta de esforços dos EUA.

 

As sabedorias e as experiências do povo chinês na luta contra as pragas ao longo de milhares de anos são incomparáveis para os norte-americanos. Aconteceram mais de 500 pragas na história chinesa, dentre as quais mais de 300 foram em escala maior. Em 1910, levou apenas 67 dias para o jovem Dr. Wu Liande controlar a epidemia de peste no nordeste da China. O método que Dr. Wu usava não foi diferente do usado para combater a Covid-19 em Wuhan: antes de tudo, colocar o monstro feroz do vírus preso numa gaiola, para que ele morra gradualmente. Conforme pesquisas da revista Science, a quarentena total da Cidade de Wuhan protegeu ao menos 740.000 pessoas fora da área de contágio da Covid-19. Hoje em dia nos EUA,  em vez de ser preso, o monstro ainda está correndo em todos os lugares, tornando-se cada vez mais forte e bárbaro, e comendo cada vez mais pessoas. Os políticos norte-americanos desdenham as experiências chinesas que se comprovam eficazes no combate à Covid-19, deixando o povo norte-americano pagar um preço muito caro!

 

Os sentimentos dos líderes chineses de "colocar o povo em primeiro lugar" e de valorizar a segurança da vida do povo são escassos para os políticos norte-americanos. Há mais de 2.300 anos, Mencius defendia a importância de se "valorizar o povo". Os comunistas chineses enaltecem o pensamento tradicional chinês de tratar o povo como raiz. Mao Zedong e Deng Xiaoping praticavam ao longo da sua vida o princípio de "servir ao povo de todo o coração". O Secretário-Geral Xi Jinping salienta que "os interesses do povo estão acima de tudo". Durante a batalha contra a Covid-19, ele sempre destaca que "a segurança da vida das massas deve ser colocada em primeiro lugar". Por isso, o governo chinês conseguiu suspender decisivamente as atividades econômicas em todo o país no início do surto da Covid-19 e decidir, sem hesitação, tratar todos os pacientes infectados gratuitamente, independentemente da idade, com a defesa da vida em primeiro lugar. No entanto, ainda está em debate nos EUA qual é o mais importante: se a economia, a eleição ou a vida humana. Neste debate insensível, muitas pessoas com sintomas de infecção foram rejeitadas para fazer o teste, muitos idosos foram abandonados e muitas pessoas infectadas de Covid-19 foram recusadas para tratamento por não terem seguro médico. Tudo isso faz com que o número de mortes nos EUA já ultrapasse o patamar de 60 mil e ainda esteja subindo rapidamente!

 

As vantagens sistemáticas e institucionais próprias da China no combate à Covid-19 estão muito além das norte-americanas. A eficiência extremamente alta em tomar decisões, bem como a vigorosa capacidade de organização, mobilização e aplicação das decisões, garantem a extraordinária capacidade do governo chinês de descobrir, conhecer e resolver problemas de modo a elaborar rapidamente políticas nacionais de combate à Covid-19 que são executadas rigorosamente no país inteiro, desde as maiores cidades até as menores aldeias, implantando um mecanismo de prevenção e controle conjunto da pandemia. Dos líderes nacionais às pessoas comuns, toda a população de 1,4 bilhão de habitantes usava máscaras e ficava em isolamento social em casa, diminuindo as saídas ao mínimo possível. Foram construídos rapidamente vários hospitais de campanha como o de Huoshenshan e de Leishenshan. Dentro de poucos dias, 100 mil médicos, enfermeiros e técnicos antiepidêmicos de todo o país foram convocados para apoiar o combate do vírus em Wuhan. Tudo isso só poderia acontecer na China, onde a gente vê que todo o país está focado em combater a Covid-19 com alta eficiência. Nos EUA, o que a gente pode ver é um interminável "jogo de culpa" entre o presidente e o Congresso, os governadores e a mídia, entre o Partido Republicano e o Democrático, entre o governo federal e os governos estaduais, bem como entre o governo e os especialistas e o público. A política doméstica estadunidense fez com que a maior potência do mundo não conseguisse, por meses, elaborar uma política antiepidêmica eficaz. O resultado só podia ser este: quando tiveram que enfrentar realmente a Covid-19, nem o governo nem o povo sabiam o que deviam fazer!

 

A atitude científica e o espírito de responsabilidade da China no combate à pandemia são o que mais falta nos EUA de hoje. Visando cortar a cadeia de infecção, elo central do combate à Covid-19, o governo chinês convidou notáveis cientistas, como o Dr. Zhong Nanshan, para formular o plano detalhado de trabalho, aderindo estritamente ao princípio de "Quatro Cedos", nomeadamente: detecção cedo, teste cedo, quarentena cedo e tratamento cedo, garantindo ações rápidas, medidas rigorosas e cobertura universal. Nos EUA, ao contrário, os seus dirigentes tinham uma autoconfiança misteriosa ao dizer que só a raça amarela pegaria esta doença, e também repetiram na TV que "isso é apenas uma gripe" e que "o vírus desaparecerá milagrosamente em breve". Nos EUA, quem preside a formulação das medidas contra a pandemia não são eminentes cientistas como Dr. Fauci, mas sim políticos que nada sabem sobre como conter a pandemia. Em vez de confiar em Dr. Fauci, os políticos preferem pedir ajuda aos bruxos e até recomendar ilogicamente "a injeção de desinfetante". Quando percebem a seriedade do problema, em vez de tentar resolvê-lo, continuam a se esforçar em culpar outros países para transferir a sua responsabilidade.

 

A gigante coesão e força de combate desempenhada pelo povo chinês na guerra contra a Covid-19 é inimaginável no ambiente social e na atmosfera cultural norte-americanos. Diante da pandemia, o povo chinês demonstrava virtudes de solidariedade, contribuição, perseverança, autodisciplina, calma, raciocínio e otimismo. Em vez de queixar-se de terem tido azar, os chineses participavam ativamente da luta contra a Covid-19. Não aconteceu nenhum caso de saques no banco e de compras em grande quantidade por pânico de desabastecimento, de assalto ou de tumultos durante os 76 dias de bloqueio total de Wuhan, uma metrópole com mais de 10 milhões de habitantes. Além da "seleção nacional" de médicos e enfermeiros convocados pelo governo, houve também um grande número de voluntários que participaram do combate à Covid-19 em Wuhan. Muitos agricultores dirigiam caminhões cheios de vegetais caseiros, percorrendo milhares de quilômetros de ida e volta, várias vezes, para apoiar Wuhan. Tudo isso foi possível graças ao espírito nacional e a tradição cultural que têm como núcleo o coletivismo e o patriotismo, mas também aos fatores realistas como o carinho e a confiança do povo no Partido Comunista Chinês e no governo chinês. Nos EUA, no entanto, parece que muitas pessoas consideram a chamada democracia e a liberdade contraditórias ao combate à Covid-19 e à salvação da vida, razão pela qual se tornam comuns as ações absurdas e irracionais sem solidariedade e autodisciplina. Isso agravou bastante a desordem e confusão da sociedade e enfraqueceu os esforços no combate à Covid-19.

 

Os enormes poderes financeiros, tecnológicos da China no seu combate à Covid-19 deixaram até os EUA apequenados. Só no mês de março, a China já investiu mais de 120 bilhões de RMB na luta contra a Covid-19, e aumentará o investimento no futuro. Através de um aplicativo de celular com "código de saúde" em cores diferentes, desenvolvido pela China usando a tecnologia de big data, pode-se saber se o dono do código teve contato próximo com um caso confirmado ou suspeito. O capacete inteligente da polícia militar leva cerca de 1 minuto para detectar, entre 200 pessoas, quais estão com temperatura anormal. Em muitas áreas urbanas e rurais são usados drones para supervisionar o isolamento social. Além disso, a medicina tradicional chinesa tem sido usada no tratamento dos pacientes de Covid-19, com uma taxa de eficácia de mais de 90%, desempenhando um papel fundamental no aumento da taxa de cura e na redução da taxa de mortalidade. Nos EUA, onde as finanças públicas estão no "nível de um país pobre", o governo não consegue assumir os custos dos testes em larga escala, nem de tratamento do público. Os EUA não transformaram sua vantagem em ciência e tecnologia sofisticada em produtividade contra a Covid-19, nem possuem um recurso afiado como a medicina tradicional chinesa.

 

Caros amigos e amigas, se conhecerem realmente as enormes diferenças entre a China e os EUA nas áreas mencionadas, vocês entenderão por que foi a China, mas não os EUA, que conseguiu controlar a Covid-19 num período relativamente curto, com taxa de mortalidade relativamente baixa.


Different Results in Pandemic Response between China and US?

 No Surprise There.

(Li Yang, Consul-General of China in Rio de Janeiro)

 

The COVID-19 pandemic gave China a true 'closed-book examination', in which no ready answer was available. In comparison, the exam in front of the US was an open-book one, with answers already validated by China for its ready information. Although China faced a far more difficult situation than the US, it managed to get 'a good score' whereas the US did not pass the exam. There was such a huge gap not because China has 'cheated', as some people with ulterior motives have slandered. It reveals instead a failure of the US to live up to expectations in handling the pandemic.

 

The Chinese people have gained in the fight against epidemics over thousands of years a body of knowledge and lessons incomparably huge for the US. Over 500 epidemics were recorded in Chinese history and more than 300 of them were quite massive in scale. In 1910, it took young Dr. Wu Lien-teh only 67 days to put the pneumonic plague in northeast China under control. His approach was no different from that in Wuhan in response: cage the virus and trap it to death. A research published in Science suggested that the lockdown of Wuhan had protected at least 740 000 people outside the region from infection. In the US, the monster is still at large, getting stronger and wilder and killing more people with each passing day. American politicians' contempt of interventions already proven effective in China is taking heavy tolls among the American people.

 

The Chinese leaders value the lives and safety of their people more than anything else, which is a sentiment beyond the bounds of cognition for American politicians. More than 2,300 years ago, great philosopher Mencius already argued very strongly that people are the most important for a state. The Communist Party of China (CPC) has inherited and carried forward the fine tradition to put people first. Mao Zedong and Deng Xiaoping spent their whole life 'serving the people heart and soul'. General Secretary Xi Jinping stresses the paramount importance of safeguarding the interests of the people. In the fight against COVID-19, he never tired of reminding the nation to prioritize the safety of life of the people. With this belief held dear to the heart, the Chinese government resolutely halted economic activities across the country in the early days of the detection of the epidemic and decided without hesitation to save lives and treat all patients with the COVID-19 virus infection for free, regardless of age. In contrast, the US is still debating over which of the following is more important: the economy, the presidential election or people's lives? Meanwhile amidst the appalling apathy, many people with symptoms of infection have been denied testing and many elderly patients and those without medical insurance have been denied access to treatment. Over 70,000 people have died from the pandemic in the US and the number is still growing fast.

 

China has in the fight against the epidemic demonstrated unique institutional strengths unseen in the US. With a very high decision-making efficiency and strong capabilities in organization, mobilization and implementation, the Chinese government is quite good at detecting, understanding and resolving problems. Policies and interventions were promptly adopted at the national level and then strictly implemented with a whole-of-society approach, from the largest cities to the smallest villages. The 1.4 billion people, both leaders and ordinary citizens stayed at home and used face masks when they were out on rare occasions. The Huoshenshan Hospital, Leishenshan Hospital and field hospitals with a modular design were built within short periods of time. Within days about 100,000 people were mobilized from all over the country and rushed to Wuhan for its rescue. All of these happened in China, where the whole nation was intent on epidemic response with efficiency. On the other hand, an endless blame game has been going on in the US with the President versus the Congress, governors and media, Republicans versus Democrats, the federal government versus the states, government and experts versus ordinary. Domestic politics has cost the world's number one power a few months without a minimum preparation for the outbreak. As a result, neither the government nor the people knew what to do in pandemic.

 

China has adopted science-based measures and a high sense of responsibility in the fight against the pandemic, both of which are now sorely lacking in the US. The need to break the chain of infection was identified early on as central to epidemic response and the government engaged prominent scientists including academician Zhong Nanshan to develop specific work plans on the basis. Bearing in mind the principle of 'early detection, early testing, early isolation and early treatment', the country was able to act early and fast with full coverage of robust interventions. The US leadership, on the other hand, demonstrated a mysterious confidence. They believed that the disease would only affect the yellow race, and announced on television that 'it's just a flu' and that 'the virus will disappear like a miracle'. The US response has been led not by top scientists such as Dr. Anthony Fauci but by politicians who know nothing about pandemic control. They'd rather ask witches to 'exorcise the epidemic' or recommend 'disinfectant injections' than trusting Dr Fauci. And when they finally realized the severity of the situation, they turned to scapegoating instead of trying to find a true solution.

 

The Chinese people have demonstrated a great cohesiveness and a high combat effectiveness in fighting the epidemic, which is quite unimaginable in the American social ecology and cultural atmosphere. They are united in the fight and ready to make a contribution. They demonstrate a high level of resilience and self-discipline. With a calm, rational, optimistic and positive attitude, they took an active part in the fight without a complaint. Wuhan, a large city with a population of over 10 million, was in a lockdown for 76 days without panic buying, bank runs or riots. In addition to clinicians mobilized by the government, many self-employed medical workers and volunteers braved the epidemic to Wuhan. Many farmers drove thousands of kilometers to deliver vegetables they had grown themselves to the city. The Chinese military went in to fight the plague instead of keeping social order. These have been possible because our national spirit and cultural tradition center on collectivism and patriotism, also, the people love the CPC and trust the government. In the US, many seem to set democracy and freedoms against fighting the epidemic and saving lives, with acts of disunity, lack of self-discipline, absurdity and anti-intellectualism abound, resulting in severely aggravated social disorder and greatly weakened capacity and effects of the response.

 

China has showed great financial and technological strengths even dwarfing those of the US. In March alone, China spent more than RMB 120 billion in epidemic control and more will follow. The 'health code' application based on big data enables a prompt judgement on whether the owner of a particular phone number has been in close contact with a confirmed or suspected COVID-19 case. Police officers are equipped with a smart helmet capable of detecting temperature anomalies in a 200-people crowd in a minute. Many cities and villages used drones to enforce the stay-at-home orders. In addition, traditional Chinese medicine was administered to patients with an efficacy ratio of over 90% and critical role in raising the cure rate and reducing the mortality rate observed. The US, with a public finance at the level of a 'poor country', is unable to afford mass testing and treatment. The country has not turned its high-tech advantages into a productive force against the pandemic and additionally, it does not have such an effective tool as traditional Chinese medicine in this regard.

 

Dear friends, if and when you truly know more about the huge gap between China and the US briefly mentioned above, you will understand why China, with fewer confirmed cases and deaths, was able to contain the COVID-19 pandemic within a relatively short period of time, and why the US was unable to do so.

 

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