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O Embaixador Li Jinzhang publicou artigo sobre a Cúpula do BRICS em Johanesburgo
2018/08/03

No dia 02 de agosto de 2018, o Embaixador Li Jinzhang publicou no jornal Globo o artigo intitulado " Inaugurando a Segunda Década Dourada da cooperação do BRICS". Veja a íntegra do texto completo.

Há poucos dias, encerrou-se em Johanesburgo a décima Cúpula do BRICS. Desde o primeiro encontro dos líderes do bloco em Ecaterimburgo, há exatamente uma década, esta parceria tem feito uma jornada extraordinária e frutífera. No atual cenário mundial de turbulências, o populismo e o protecionismo estão colocando a comunidade internacional diante de encruzilhadas. Os países do BRICS respondem por 1/4 da economia global e contribuem com quase 50% para o crescimento econômico mundial. Portanto, suas escolhasnesta cúpula estão em foco.

Entre o interesse próprio e a prosperidade comum, os BRICS optaram pela cooperação aberta e pelo benefício mútuo. Enquanto certa superpotência procura se impor sobre os demais, os cinco países aderem ao espírito de abertura, inclusão, cooperação e ganha-ganha, e estruturam a cooperação em três pilares: cooperação econômica e comercial, cooperação política e de segurança, e intercâmbio humanístico. No âmbito de BRICS+, reforçaremos a cooperação Sul-Sul com países em desenvolvimento, construindo uma rede de parcerias em favor de um desenvolvimento inclusivo e coordenado. Isso confirma o BRICS como uma força importante na promoção da prosperidade comum.

Entre ações unilaterais e multilaterais, os cinco países decidiram defender o multilateralismo. A atual ordem internacional está sob tremenda pressão e as regras de governança global sofrem desafios constantes, o que tornam mais adverso o ambiente externo para os países em desenvolvimento. Nesse contexto, o multilateralismo tornou-se a palavra-chave desta Cúpula. Os países reafirmaram sua firme adesão ao multilateralismo, prometeram defender o sistema multilateral de comércio e fortalecer as instituições multilaterais da governança, para construir uma economia mundial aberta. Isso mostra que o BRICS é um dos principais defensores da estabilidade mundial.

Entre continuar no passado ou abrir o caminho da inovação, os países do BRICS optaram por abraçar a 4ª Revolução Industrial e colocar-se à frente da tendência do progresso. O mundo de hoje passa por uma revolução tecnológica profunda e de larga escala. Tecnologias de ponta, como big data e inteligência artificial, alavancam enormemente a produtividade e, ao mesmo tempo, trazem algumas convulsões na mudança. Tendo como foco a 4ª Revolução Industrial, a Cúpula lançou a Parceria sobre a Nova Revolução Industrial (PartNIR) para levar adiante a cooperação na área de alta tecnologia e promover o crescimento e a transformação da economia, assim como maximizar as oportunidades trazidas pela 4ª Revolução Industrial. Isso comprova que o BRICS é um líder relevante na tendência mundial de desenvolvimento.

Como as maiores nações emergentes dos hemisférios Oriental e Ocidental, a China e o Brasil desempenham um papel importante na cooperação do BRICS. No encontro bilateral realizada durante a Cúpula, o presidente Xi Jinping e o presidente Michel Temer concordaram em fortalecer a união e a coordenação, estreitar a comunicação e a concertação em assuntos internacionais, buscar a ligação entre BRI (Iniciativa de Cinturão e Rota) e as estratégias brasileiras de desenvolvimento, assim como aprofundar a cooperação pragmática em outros campos. Vamos injetar novo vigor na Parceria Estratégica Global China-Brasil e fomentar a solidariedade e a cooperação do BRICS, trazendo assim mais energia positiva para a estabilidade e a prosperidade das nossas regiões e do mundo em geral.

O mesmo anseio de desenvolvimento tem vindo a unir cinco países geograficamente tão distantes. Enfrentando as vicissitudes no cenário internacional, os países do BRICS vão avançar de mãos dadas para uma segunda década dourada.

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