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O Embaixador Li Jinzhang publicou artigo sobre cooperação Brasil-China e BRICS
2017/09/16

O Embaixador chinês Li Jinzhang publicou no dia 15 de setembro no DCI um artigo intitulado "Cooperação Brasil-China e BRICS". Veja a íntegra do texto completo.

A 9ª Cúpula do BRICS teve lugar no início deste mês, em Xiamen, na China. Com o tema "aprofundar a parceria do BRICS e criar um futuro mais brilhante", o presidente chinês, Xi Jinping, o presidente brasileiro, Michel Temer, e outros líderes dos países do BRICS concluíram as experiências bem-sucedidas dos dez anos de cooperação do BRICS. Esboçaram o plano de cooperação, tendo a cooperação econômica, a segurança política e o intercâmbio cultural como temas principais. Frutíferos resultados da Cúpula de Xiamen trazem diversas novidades positivas ao setor comercial e industrial.

Em relação ao planejamento, os cinco países concordaram em reforçar a coordenação das macro políticas, interligar as estratégias de desenvolvimento e aprofundar as cooperações na economia e comércio, finanças, indústria e desenvolvimento sustentável, a fim de formar uma estrutura de desenvolvimento interligado. Para reforçar o intercâmbio e a cooperação, o presidente chinês, Xi Jinping, anunciou que a China lançará o Plano de Cooperação e Intercâmbio Econômico e Tecnológico dos Países do BRICS, cuja primeira fase do fundo será de 500 milhões de yuans. Além disso, a China destinará US$ 4 milhões ao Fundo Preparatório dos Projetos do Novo Banco de Desenvolvimento, apoiando assim a operação e o desenvolvimento de longo prazo deste banco.

Em relação aos resultados concretos, durante a presidência chinesa do BRICS neste ano, os cinco países elaboraram uma serie de planos e iniciativas, tais como Mapa de Rota para Cooperação de Comércio de Serviço do BRICS, Esquema de Facilitação do Comércio do BRICS, além de estabelecer o centro regional na África do Novo Banco de Desenvolvimento. Alcançaram consensos positivos na tributação, comércio eletrônico, título em moeda local, cooperação entre governos e setor privado e as cooperações se tornaram cada vez mais institucionalizadas e realísticas, rumo ao objetivo do grande mercado de comércio e investimento, circulação monetária e financeira e interconectividade de infraestruturas.

O presidente brasileiro, Michel Temer, realizou uma visita de Estado bem-sucedida à China, antes da cúpula. Os líderes dos dois países concordaram em aprofundar a amizade tradicional e promover a parceria estratégica global para um maior desenvolvimento. Os dois países ainda discutirão a integração da iniciativa chinesa do "Cinturão e Rota" com o Programa de Parcerias de Investimento e o Projeto Crescer, para aprofundar as cooperações nas áreas de infraestrutura, manufatura, agricultura, mineração, energia, capacidade produtiva e inovação científica e tecnológica. Os dois países assinaram uma série de acordos intergovernamentais e interempresariais, como o Acordo sobre Facilitação de Vistos de Negócios, obtendo resultados pragmáticos.

O setor industrial e comercial constitui uma força principal na cooperação sino-brasileira e contribuiu ao estabelecimento da parceria econômica do BRICS. Acredito que, com os esforços das personalidades industriais e comerciais, a cooperação sino-brasileira terá novo progresso e avanço. Os países do BRICS abraçarão a segunda década dourada com maior vitalidade, o que beneficiará ainda mais os povos dos cinco países.

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